Silvana Ferreira da Silva, cuja trajetória criminal vinha causando apreensão entre as autoridades desde 2019, recebeu alta médica na Maternidade Municipal de Várzea Grande quando foi abordada e presa por agentes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O recém-nascido, alheio ao caos que envolvia a mãe, foi entregue aos cuidados de familiares assim que ela saiu da sala de parto.
Uma vida marcada por crimes brutais
Segundo a Polícia Civil, o histórico de Silvana revela uma escalada de violência e frieza que intrigou investigadores. Em 2019, ela começou um relacionamento com Crizuandhel Fialho Egueis Arruda, enquanto ainda mantinha outra união com Dirceu de Lima Raimundo, então com 58 anos. Meses depois, Dirceu desapareceu e foi encontrado enterrado em cova rasa no quintal da própria casa, a perícia constatou que ele foi assassinado ali mesmo, e Silvana passou a usar o veículo da vítima como se nada tivesse acontecido. Presa na ocasião, ela não apenas iniciou um novo vínculo amoroso com Crizuandhel como também o casou enquanto encarcerada.
Em fevereiro de 2024, Crizuandhel foi brutalmente assassinado no bairro Despraiado, em Cuiabá. Imagens capturadas por câmeras de segurança mostraram Silvana fugindo do local em uma motocicleta usada na ocasião do crime. Somadas, as penas pelas mortes de Dirceu e Crizuandhel ultrapassam 41 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pena que Silvana vinha tentando driblar desde que conseguiu fugir do sistema prisional.
A prisão e o desfecho
O que parecia ser um momento de alegria para uma nova família terminou em prisão, prova de que nem mesmo uma maternidade se torna refúgio para quem tenta escapar da lei. A mulher foi imediatamente detida após receber alta médica, encerrando meses de busca por parte da DHPP.
O caso segue sob investigação, e a defesa de Silvana ainda não foi ouvida oficialmente até o fechamento desta reportagem.
Com Olhar MT
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