Enquanto o senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB) se coloca como o principal defensor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Hugo Mota (PMDB/PB) considera a discussão prematura.Para Hugo, a harmonia entre os poderes executivo e legislativo tem que ser retomada, visto que é a falta dela a principal responsável pela crise política que abrange o país.
O parlamentar acredita que Dilma deve ganhar um voto de confiança, para que as melhores decisões possam ser tomadas e, nesse momento, falar em impeachment, seria prematuro.“Falar em impeachment agora é prematuro e é prestar um desserviço para este momento de instabilidade econômica. Não quero estar me posicionando sobre uma causa que nem sei se vai acontecer. Agora, o melhor a se fazer é torcer para Dilma acertar”, disse, em entrevista á rádio Caturité FM.
Nos últimos dias, representantes da Oposição têm ventilado e se articulado para ir às ruas pedir que a presidente seja impedida de exercer o cargo de presidente da República.O protesto, previsto para o dia 15 de março, ganha força, sobretudo, nas redes sociais, onde há inúmeros compartilhamentos de ideias nesse sentido. A primeira vez que os brasileiros se uniram para ir às ruas, eles conseguiram o impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo. Na ocasião o movimento ficou conhecido como “Caras pintadas”.