A entrevista foi conduzida pelo radialista Eraldo Luis e acompanhada pelo empresário João Rafael, que fez questão de reivindicar investimentos para a região do Brejo.
Abaixo você lê alguns dos temas abordados na entrevista e no final, a sonora com a conversa na íntegra.
CARREIRA POLÍTICA

Na primeira parte da entrevista o jornalista Eraldo Luís lembrou sobre a origem humilde de Ricardo e questionou se em algum momento de sua infância ele achou que poderia ser o Governador da Paraíba. Ele respondeu que não.
“Sinceramente não, sempre fui uma pessoa inquieta e apaixonada pelas coisas que acredito eu sempre acredite que era – além de possível – necessário mudar o mundo, mudar e transformar a sociedade e eu fiz isso e eu fiz isso em todos os lugares que ocupei”, disse Ricardo, relembrando sua trajetória política do movimento estudantil e sindical à Câmara Municipal de João Pessoa, Assembleia Legislativa, Prefeitura de João Pessoa e Governo da Paraíba.
Ricardo relatou que não já havia cumprido seu papel como vereador, durante dois mandatos consecutivos de 1993 à 1999, quando se elegeu deputado e que se não tivesse sido eleito não disputaria mais à Câmara “Não poderia ser candidato pelo fato de querer um emprego de querer apenas ser vereador”, explicou.
Ele foi eleito deputado em 1998 e se reelegeu em 2002, com um a votação expressiva em João Pessoa. Em seguida, em 2015, se elegeu prefeito da capital e, segundo o próprio, “se apaixonou pelo fazer”. “Vi que muita coisa era possível, se tiver planejamento, respeito com o dinheiro público e coragem”, relatou Ricardo mencionando as dificuldades enfrentadas na ocasião e os comentários da imprensa.
“Diziam que eu brigava de mais, muito pelo contrário, eram os outros que brigavam comigo por que não queriam admitir as mudanças tão necessárias, nem a verdadeira austeridade que nós implantamos”, disse RC.
Ricardo Coutinho permaneceu na prefeitura até 2010 quando se candidatou ao Governo do Estado, eleição que considerou “extremamente difícil”. “Todos consideravam uma batalha perdida, mas eu creio em Deus e sei que não existem batalhas perdidas e, sei também, que não existem pessoas invencíveis”, argumentou. Ele foi eleito e reeleito no ano passado, e foi por duas vezes consecutivas o governador mais votado da história.
Para ele, os números só aumentam seu compromisso com o estado. “Isso me dá uma responsabilidade enorme e não me enche de nenhum outro sentimento que não seja o da responsabilidade e de uma vontade enorme que é de trabalhar cada vez mais e devolver a Paraíba aquilo que é de direito da população”, concluiu.
INFÂNCIA: ALEGRIA X TRISTEZA
Eraldo quis ir além do político Ricardo Coutinho seu segundo questionamento levou o governador até sua infância para falar de suas alegrias, enquanto menino, e suas tristezas.
Eraldo quis ir além do político Ricardo Coutinho seu segundo questionamento levou o governador até sua infância para falar de suas alegrias, enquanto menino, e suas tristezas.
Ricardo contou detalhes de sua infância em Jaguaribe, bairro de João Pessoa, onde morou e sobre a pergunta disse que sente saudade dos dias de chuva quando era garoto.
“Uma alegria era quando chovia em Jaguaribe que juntava água e a criançada toda ia brincar no ‘meio da rua’ na Avenida Primeiro de Maio e eu ia no meio”, relembrou o governador que afirmou sentir saudades até do cheiro do bambuzal que havia em frente à Rádio Tabajara.
“Meu pai tinha uma granjinha de aproximadamente quatro hectares próxima ao Rio Jaguaribe, e eu sempre ia dormir lá, ia muitas vezes de bicicleta e era uma felicidade muito grande quando passava na via parecia que meu mundo era aquilo, na D. Pedro II, em frente a Rádio Tabajara com um cheiro de bambu que até hoje eu percebo”, relatou Ricardo.
O governador contou que o momento mais triste de sua vida foi a morte de seu pai, que morreu quando ele tinha 21 anos, num momento onde os dois estavam mais próximos “depois que ele teve um enfarte era um momento de maior proximidade com ele e foi uma tristeza enorme. Eu sinto uma saudade muito grande dele”, disse.
COTIDIANO DE GOVERNADOR
O dia a dia de Ricardo Coutinho também entrou na pauta da entrevista, Eraldo o questionou sobre o que ele faz cotidianamente como Governador do Estado.
O dia a dia de Ricardo Coutinho também entrou na pauta da entrevista, Eraldo o questionou sobre o que ele faz cotidianamente como Governador do Estado.
Ricardo afirmou que em dia a dia acontece “tudo o que se pode imaginar” e que sempre madruga no trabalho. “Acontece despachos até duas, três horas da manhã, quando tenho uma programação de entrevista ou recepção, eu preciso despachar a papelada toda de madrugada”, disse ao revelar que odeia acúmulo de trabalho.
“Se eu não despachar, torna-se uma montanha. Eu faço isso sábado, domingo, de noite”, explicou o governador.
Ele reside na Granja Santana, residência oficia do Governo do Estado, onde também fica seu gabinete e para Ricardo Coutinho trabalhar e morar no mesmo lugar tem suas vantagens e desvantagens. “O fato de você ter um gabinete aonde você mora facilita muito, mas ao mesmo tempo te explora também, por que você fica sem ter absolutamente nenhum tempo livre, pois você começa a lembrar da sua responsabilidade e você pega as suas coisas e começa a trabalhar”, explicou.
O governador justificou que essa preocupação toda com o trabalho é que muita gente depende dele. “Eu sei que tem gente que se prejudica se eu não agilizar meu trabalho – ou seja – a vida das pessoas depende de minha agilidade”.
Festas, férias e eventos, nem pensar, Ricardo revelou que prefere ficar em casa com o filho de 4 anos a sair. “Eu não tenho férias, eu não tenho muito divertimento, você não vê em festas; minha vida é profundamente recatada e agora que eu tenho um filho de quatro anos requer minha presença mais constante”, disse o governador que revelou que o filho só dorme quando ele chega.
“Quando estou viajando faço um esforço para chegar mais cedo, ou menos tarde, por que muitas vezes ele só dorme quando me ver e eu quero aproveitar esse momento se não aproveitar eu não estou aproveitando minha vida, ele é tudo pra mim”, disse.

FAMÍLIA
Questionado sobre as acusações feitas sobre sua relação com a família durante a campanha eleitoral, Ricardo Coutinho disse que naquele momento já sabia que a eleição estava ganha.
Questionado sobre as acusações feitas sobre sua relação com a família durante a campanha eleitoral, Ricardo Coutinho disse que naquele momento já sabia que a eleição estava ganha.
“Quando começaram a fazer isso eu senti que a vitória viria, por que quem faz isso é desesperado”, declarou.
IMAGEM DE DITADOR
Eraldo perguntou ao governador sobre a imagem criada pela imprensa de um homem ditador, rude e chato e como ele interpreta essas críticas.
Eraldo perguntou ao governador sobre a imagem criada pela imprensa de um homem ditador, rude e chato e como ele interpreta essas críticas.
Ricardo disse que a oposição não tinha críticas a fazer e atentaram contra sua imagem. “Claramente não se tinha uma crítica a fazer da parte administrativa e como não havia crítica resolveram atacar a postura pessoal”, explicou.
Ele ainda afirmou que os ex-aliados criaram essa imagem pela sua coragem de dizer não. “Os falsos aliados dentro do governo começaram a fazer essa falsa imagem, de que eu sou de difícil diálogo, simplesmente por que eu tenho a coragem de dizer não” e alertou “Desconfie daqueles políticos que só dizem sim”.
CAMPANHA 2014
O governador comentou a campanha de 2014 em que se saiu vitorioso mesmo com uma campanha pobre onde o adversário era o grande favorito.
O governador comentou a campanha de 2014 em que se saiu vitorioso mesmo com uma campanha pobre onde o adversário era o grande favorito.
Para ele, as Eleições representaram um novo momento na política paraibana. “Ela inaugura um novo momento na política, não por mim, mas pelo que eu represento”, explico Ricardo sobre as mudanças trazidas por ele em seu governo.
Ricardo declarou que a campanha foi difícil e faltou dinheiro. “Nós fizemos uma campanha pobre, e meu adversário jogava dinheiro para cima, prefeitos confessavam que recebiam dinheiro para aderir”, lembrou do caso envolvendo o prefeito de Caiçara, Cícero (PSB) e Cássio Cunha Lima (PSDB).
O governador comentou que pesquisas de intenção de voto foram fraudadas para mudar opinião pública. “Eu não tinha as perspectivas de vitorias, por que foram feitas pesquisas falsas, algo tão comum na Paraíba”.
REPASSE PARA OS HOSPITAIS
O governador comentou a portaria do Ministério da Saúde que obriga os municípios a regularizarem os repasses para a saúde.
O governador comentou a portaria do Ministério da Saúde que obriga os municípios a regularizarem os repasses para a saúde.
“O ministro Artur Chioro foi taxativo se os municípios não fizerem os repasses o recurso passa a ser do estado, que nesse caso da Paraíba já deveria ter sido feito, pois passei quatro anos sem receber recursos no estado com um todo” disse Ricardo Coutinho.
Ele contou que há um movimento, mais partidário que municipalista, que quer entrar na Justiça contra o estado para não repassarem os recursos e foi afirmou se isso acontecer também entrará na Justiça para cobrar os atrasados.
ALPB
Nas últimas eleições para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, a chapa governista que tinha como presidente o deputado Adriano Galdino (PSB) venceu. E Ricardo Coutinho, caracterizou como criminoso o uso da máquina praticado no período em que seu opositor Ricardo Marcelo (PEN) presidiu a Casa de Epitácio Pessoa.
Nas últimas eleições para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, a chapa governista que tinha como presidente o deputado Adriano Galdino (PSB) venceu. E Ricardo Coutinho, caracterizou como criminoso o uso da máquina praticado no período em que seu opositor Ricardo Marcelo (PEN) presidiu a Casa de Epitácio Pessoa.
“O uso da máquina da Assembleia Legislativa foi criminoso, não só no processo eleitoral, mas em todo o mandato do Senhor Ricardo Marcelo – criminoso – quem está dizendo sou eu – eu digo e provo”, declarou Ricardo Coutinho.
Ele relacionou os gastos do legislativo, na ordem dos 21 milhões e disse que os deputados que eram contra o presidente não tinha se quer gabinetes. “Adriano Galdino, atual presidente, ficou sem gabinete físico quando retornou do governo”, disse.
OBRAS EM GUARABIRA

O governador relacionou algumas obras trazidas pelo Governo do Estado para Guarabira, entre elas os 10 milhões de reais investidos em saneamento básico, a conclusão da Adutora de Araçagi, que ampliou a segurança hídrica na região e as áreas que passaram a ser assistidas pelo sistema de esgotamento sanitário.
Ele destacou, também, os investimentos nas rodovias da região, onde trouxe asfalto novo.
“Guarabira está sendo interligada a todas as cidades da região com asfalto novo, por que eu parto daquela premissa que todos os caminhos devem levar a Guarabira, ela é a cidade pólo deve ser o centro dos investimentos”, declarou.
Ricardo lembrou a inauguração da nova sede da Ciretran e das reformas das escolas John Kennedy e do Polivente, em Guarabira, que podem vir a se tornar escolas técnicas, uma das reivindicações feitas pelo empresário João Rafael na ocasião.
Ele disse buscar recursos para uma reforma no Hospital Regional de Guarabira e para construção de um contorno rodoviário que deve “desafogar” o trânsito no centro da cidade.
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