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Lideranças nacionais do PT admitem que crise pode fazer o partido encolher na eleição de 2016
Lideranças nacionais do PT admitem que crise pode fazer o partido encolher na eleição de 2016
O Partido dos Trabalhadores terá de se reinventar nas eleições do próximo ano para manter, pelo menos, o número de prefeituras conquistadas em 2008. Enfrentando a pior crise política e de credibilidade de sua história, que começou com o escândalo do mensalão e se estende até hoje com as investigações da Operação Lava-Jato, o partido corre o risco de reduzir drasticamente o número de municípios sob seu comando em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraíba. É o que afirmam lideranças nacionais do PT que já ser difícil manter o mesmo número de prefeituras.
Para o deputado estadual Altemir Tortelli (PT-RS), vice-presidente do PT gaúcho, acredita que o partido poderá sofrer um revés nas urnas. “Não tenho dúvida de que as conjunturas econômica e política, se mantidas, criarão impacto forte nas eleições municipais, sobretudo nas grandes cidades. Questões como a situação do governo e a Lava-Jato passam a ser parte da vida dos parlamentos. Se o ambiente de agora for o de 2016, o impacto será grande nas campanhas”, disse Tortelli.
O deputado defende ainda a necessidade de “chacoalhar” a presidente Dilma Rousseff: “Precisamos chacoalhar a presidente para que ela não se esqueça de que assumiu compromissos no segundo turno, e em grande parte não os está colocando em prática. Queremos que ela reveja seu rumo”, afirmou. No Nordeste a única capital governada pelo PT é João Pessoa através do prefeito Luciano Cartaxo (PT).
Segundo o vice-presidente nacional do PT, Alberto Cantalice, todas as capitais serão prioridade em 2016. Onde não for cabeça de chapa, a sigla indicará vices. Cantalice afirma que o PT trabalha com a previsão de aumento de prefeituras, tendência observada nas últimas eleições. Mas reconhece que o processo eleitoral será difícil e que precisa ser precedido da recuperação da economia. Em 2008, o PT conquistou 544 prefeituras; em 2012, 636. “O partido vive hoje sob forte pressão, mas temos militância. Nas quatro eleições suplementares que aconteceram, por exemplo, ganhamos três”, disse.
Fonte:PB Agora




