Diagnóstico é da equipe médica do HC, que recebeu o paraibano nesta 5ª. Tratamento será multidisciplinar e deve levar pelo menos seis meses.
Carlos Antônio dos Santos Freitas, de 28 anos, o jovem paraibano que pesa 420kg, precisa perder pelo menos 100kg para passar por uma cirurgia bariátrica. Segundo a equipe médica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que recebeu o paciente na manhã desta quinta-feira (9), ele não tem condições clínicas para suportar o pós-operatório com este peso. Por isso, um tratamento multidisciplinar de perda de peso será realizado a partir de agora. A previsão é de que o processo dure pelo menos seis meses.
“É um caminho longo, menor que seis meses com certeza não é. Ele não pode ser operado com este peso, porque não tem condições clínicas para suportar o pós-operatório de uma cirurgia bariátrica. Então, precisa passar por um emagrecimento. Precisa perder de 100 a 150kg para fazer a cirurgia, precisa ficar perto dos 300kg”, revelou Ana Caetano, diretora técnica do Hospital das Clínicas.
Ana Caetano ainda lembrou que o procedimento cirúrgico também vai precisar de muito planejamento, desde a anestesia até o acompanhamento do pós-operatório. “Ele pode sair da cirurgia, mas ter uma infecção. É um paciente de grande risco”, explica a diretora.
Para viabilizar o processo de emagrecimento, uma equipe multidisciplinar vai acompanhar Carlinhos. Entre os especialistas que contribuirão com o tratamento estão nutricionistas, fisioterapeutas, cirurgiões e educadores físicos. Psicólogos e psiquiatras também já estão prontos para atender o paciente, que tem problemas psicológicos, sofre de compulsão alimentar e, segundo a família, costuma ficar agressivo com dietas. “Ele tem um déficit cognitivo. Isso dificulta profundamente o manuseio e o tratamento. E é por isso que precisamos do apoio da psicologia e da psiquiatria”, esclarece Ana Caetano.
Ana Caetano ainda lembrou que o procedimento cirúrgico também vai precisar de muito planejamento, desde a anestesia até o acompanhamento do pós-operatório. “Ele pode sair da cirurgia, mas ter uma infecção. É um paciente de grande risco”, explica a diretora.
Para viabilizar o processo de emagrecimento, uma equipe multidisciplinar vai acompanhar Carlinhos. Entre os especialistas que contribuirão com o tratamento estão nutricionistas, fisioterapeutas, cirurgiões e educadores físicos. Psicólogos e psiquiatras também já estão prontos para atender o paciente, que tem problemas psicológicos, sofre de compulsão alimentar e, segundo a família, costuma ficar agressivo com dietas. “Ele tem um déficit cognitivo. Isso dificulta profundamente o manuseio e o tratamento. E é por isso que precisamos do apoio da psicologia e da psiquiatria”, esclarece Ana Caetano.
Além do regime, o jovem terá tratamento hormonal e acompanhamento de educadores físicos. Segundo os médicos, será pedido que esses profissionais desenvolvam exercícios possíveis para as condições de Carlinhos, a fim de auxiliar a aceleração do metabolismo e o desenvolvimento de massa muscular. “Depois, ele deve ser submetido à colocação de um balão intragástrico, que vai competir com o volume de comida, para que ele tenha mais um emagrecimento”, conta a médica.
Esperança
A família de Carlos Antônio Freitas sabe que o caminho é longo e difícil, mas está animada com o tratamento. “Agora, ele está mais contente e a gente, mais calmo. A gente estava angustiado, porque via o sofrimento dele e não podia fazer nada. Agora, vamos esperar pelos procedimentos”, diz a irmã, Fabiana de Santos Freitas, que veio ao Recife com a mãe para acompanhar tudo de perto. “Vamos passar um ano, um ano e meio. Estamos ansiosos, mas felizes”, calcula.
A viagem, de 434 quilômetros, foi feita em uma van. O caminho foi devagar, para que o jovem não sofresse. Ao todo, levou de cinco a seis horas, segundo o motorista Jair Nóbrega, que conhece Carlinhos desde criança e se ofereceu para fazer o trajeto. “Poder colaborar é uma coisa maravilhosa, me senti muito bem e faria quantas vezes fosse preciso”, explica.
Jair foi acompanhado por um médico no caminho e contou com a ajuda de bombeiros para colocar o jovem na van. “Foi difícil colocar ele no carro, porque a cadeira era apertada, demoramos quase duas horas. Agora, a viagem foi tranquila. Ele veio sossegado, mas vim devagar, com cuidado, sempre parando. O médico perguntava se ele estava sentindo alguma coisa. Ele teve todo o aparato”, conta.
Da Redação
Com G1




