Na coluna de sábado, intitulada “Governo vai para cima”, registrei que o governo do Estado não parecia disposto a recuar da decisão de colocar em prática decisões do TAC de Areia Vermelha, em Cabedelo, nem da portaria da Sudema que, entre outras medidas, proibia o comércio de bebidas e comidas na “ilhota” e a utilização de mesas e cadeiras de bares itinerantes. Decisão que busca colocar em prática a legislação de preservação do Parque Estadual, criado em 2000. No fim do artigo, registrei que o governo não teria problema de comprar “briga” com a Justiça. Ressaltei ainda (de maneira geral) que, quando o governo quer, “descumpre” e encontra meios de derrubar decisões judiciais, de recorrer.
O governador Ricardo Coutinho, em contato com a coluna, fez algumas ressalvas, que faço questão de reproduzir, agora, pela importância do tema, porque é uma intervenção bastante esclarecedora sobre suas posições e uma interpretação das suas ações. No e-mail, RC afirmou: “Não tenho ‘briga’ com a Justiça e nem ‘descumpro decisões’. Respeito a Justiça e recorro quando achar que alguma decisão seja contrária ao interesse público, mas tenho ciência que a última palavra pertence ao Judiciário, em suas instâncias adequadas. Recorro, por que estamos num Estado Democrático de Direito que tanto vale para a Justiça, como para os Poderes como para qualquer cidadão”, refutou. RC lembrou que muitas vezes tentam caracterizá-lo como um governador ‘turrão, brigão’. Mas, segundo ele, isso não deu certo tantas outras vezes e não vê que pegará.
Sobre o banco de areia, motivo do debate nos últimos dias, e da coluna no sábado, ele fez uma explanação serena e definitiva. “Areia Vermelha é uma Unidade de Conservação. Precisa ser tratada como tal. Se outros não tiveram a coragem, eu tenho o dever. Nenhum bar está estabelecido lá, apenas vão e voltam, então um TAC não precisaria ser assinado por esses visitantes que comercializam bebidas e alimentos. Se assim fosse, os demais visitantes, os que não comercializam e só consomem, também teriam que assinar um TAC? E uma Lei, para ser cumprida, precisa de TAC? Aliás, concordo com o promotor Rogério Lucas: Não vejo qualquer necessidade de TAC. De resto, estar ao lado do que é correto, sustentável, respeitoso com o que somos e o que queremos ser, me faz bem e me dá a sensação e a certeza de estar cumprindo com o dever. Não concebo a política sem a devida coragem”.
Coutinho lembrou que já protagonizou outras mudanças, inclusive enquanto prefeito. “Até quando fomos incompreendidos, no início, (não é o caso de Areia Vermelha, que conta com amplo respaldo popular), o tempo nos deu a razão e o reconhecimento da população. Fui eleito para fazer o que é certo, dentro das possibilidades que eu enfrente. Sinto-me contemporâneo com as demandas dos nossos tempos”, concluiu o governador RC. Fica a importante análise do governador sobre o assunto. Publicamente, agradecemos pela atenção e esclarecimentos.
Decisões
Vale lembrar que quando falamos em “não cumprir” decisões judiciais, fazíamos referência (sem deixar explícito no texto) a algumas na área da saúde, nas quais pacientes tinham direito de receber medicamentos, fazer cirurgias, mas não conseguiam.
Vale lembrar que quando falamos em “não cumprir” decisões judiciais, fazíamos referência (sem deixar explícito no texto) a algumas na área da saúde, nas quais pacientes tinham direito de receber medicamentos, fazer cirurgias, mas não conseguiam.
Recurso
O Estado, muitas vezes, recorre e deixa o cidadão desamparado. É claro que “recorrer” não é mesmo que descumprir. Mas como se trata de vida ou morte, a “impressão” que fica é que o Estado “briga” com a Justiça.
O Estado, muitas vezes, recorre e deixa o cidadão desamparado. É claro que “recorrer” não é mesmo que descumprir. Mas como se trata de vida ou morte, a “impressão” que fica é que o Estado “briga” com a Justiça.
Em campo
O secretário de Infraestrutura da PB e pré-candidato a prefeito de JP, João Azevedo (PSB), cai em campo a partir de amanhã. João vai fazer “vistorias” nas obras que o Estado realiza em João Pessoa. Visitas estratégicas para aumentar a visibilidade. Um dos primeiros locais que ele vai passar é o Centro de Formação dos Professores, no maior bairro da capital, Mangabeira.
O secretário de Infraestrutura da PB e pré-candidato a prefeito de JP, João Azevedo (PSB), cai em campo a partir de amanhã. João vai fazer “vistorias” nas obras que o Estado realiza em João Pessoa. Visitas estratégicas para aumentar a visibilidade. Um dos primeiros locais que ele vai passar é o Centro de Formação dos Professores, no maior bairro da capital, Mangabeira.
Vergonha I
Amontoados de lixo na entrada das praias de Tabatinga, Coqueirinho e Carapibus. Uma vergonha para o pessoense que leva um visitante por lá.
Amontoados de lixo na entrada das praias de Tabatinga, Coqueirinho e Carapibus. Uma vergonha para o pessoense que leva um visitante por lá.
Vergonha II
É um mau cheiro insuportável, uma moscaria, que mancham e muito a imagem de uma das regiões litorâneas mais procuradas no verão. Com a palavra, a Prefeitura do Conde.
É um mau cheiro insuportável, uma moscaria, que mancham e muito a imagem de uma das regiões litorâneas mais procuradas no verão. Com a palavra, a Prefeitura do Conde.
Debate
O governo promoveu plenária popular na última sexta-feira, no Conde, para discutir medidas para fortalecer o turismo e a qualidade de vida na região.
O governo promoveu plenária popular na última sexta-feira, no Conde, para discutir medidas para fortalecer o turismo e a qualidade de vida na região.
Providencial
A representante do Estado não poderia ter sido outra: Márcia Lucena, possível pré-candidata a prefeita da cidade. Márcia, presidente da Funesc, conduziu o debate.
A representante do Estado não poderia ter sido outra: Márcia Lucena, possível pré-candidata a prefeita da cidade. Márcia, presidente da Funesc, conduziu o debate.
Tá fora
O deputado federal Luiz Couto deixou claro na reunião do PT, ontem, que não será candidato a prefeito de JP pela legenda.
O deputado federal Luiz Couto deixou claro na reunião do PT, ontem, que não será candidato a prefeito de JP pela legenda.
Demarcando
O nome escolhido deve ser o do professor Charliton Machado, como é especulado. O partido não vai partir para ganhar, mas quer demarcar território.
O nome escolhido deve ser o do professor Charliton Machado, como é especulado. O partido não vai partir para ganhar, mas quer demarcar território.
Novo
Olhando para outro lado, o deputado estadual, Anísio Maia (PT), “lançou” na lista de possibilidades um novo nome: Éder Dantas, ex-secretário de Transparência de JP.
Olhando para outro lado, o deputado estadual, Anísio Maia (PT), “lançou” na lista de possibilidades um novo nome: Éder Dantas, ex-secretário de Transparência de JP.
Milagre
Em JP, o candidato a prefeito pode gastar no máximo R$ 1,8 mi, no primeiro turno. Em CG, R$ 2,6 mi. Já tem gente sem saber como fazer o milagre.
Em JP, o candidato a prefeito pode gastar no máximo R$ 1,8 mi, no primeiro turno. Em CG, R$ 2,6 mi. Já tem gente sem saber como fazer o milagre.
Combate
No caso dos candidatos a vereador, o limite na capital é de R$ 204 mil. Em CG, 107 mil. OAB e CNBB prevendo “caixa 2”, vão montar estrutura de combate.
No caso dos candidatos a vereador, o limite na capital é de R$ 204 mil. Em CG, 107 mil. OAB e CNBB prevendo “caixa 2”, vão montar estrutura de combate.
Da Redação
Com Polêmica Paraíba





