A quebra do sigilo das delações da Odebrecht nessa semana deixou expostos oito ministros de Estado, três governadores, 24 senadores, 41 deputados federais e um ministro do Tribunal de Contas da União. A maioria das acusações são de corrupção, lavagem de dinheiro e caixa 2, que se refere a recursos financeiros não declarados à Justiça Eleitoral.
Há controvérsias no mundo políticos se a prática deve ser considerada crime ou não. Alguns parlamentares argumentam que nem todo dinheiro de caixa 2 é vinculado à troca de favores e, por isso, não deveria ser criminalizado.
Diante desse cenário, parlamentares buscam uma saída para diferenciar o que chamam de "dinheiro sujo" e "dinheiro limpo".
Uma das saídas apontada, nos bastidores, para anistiar o caixa 2 pode ser a reforma política. O relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP) apresentou o parecer na comissão especial que discute o tema em 4 de abril.
Após idas e vindas, ele retirou o caixa 2 do relatório, mas a discussão pode voltar por meio de emendas. Na última quarta-feira, uma dia após o fim do sigilo das delações, o deputado negou, ao HuffPost Brasil que tenha sido procurado para tratar do assunto e disse que os parlamentares ainda estavam surpresos com a divulgação da lista.
Ele é um dos citados, acusado de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. O deputado defende uma mudança legal para deixar claro o que é caixa 2.
Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), os próximos dias serão uma corrida dos parlamentares em busca de uma solução para escapar da Lava Jato. "É a maioria do Congresso", destaca. Ele acredita que a reforma política possa ser um caminho, mas lembra que a discussão desacelerou após a divulgação do relatório de Vicente Cândido.
Da Redação
Com Parlamento PB





