Após dias de crise, o encontro abriu caminho para um acordo para que uma diligência seja realizada, com o BC franqueando acesso aos técnicos da AudBancos, servidores que atuam na área de auditoria de bancos públicos e reguladores financeiros.
Depois do encontro, Vital do Rêgo afirmou que o BC reconheceu a competência do TCU para fiscalizar o processo e concordou com a realização de uma inspeção técnica.
“O Banco Central disse que era muito importante que o TCU fizesse a inspeção e a fiscalização. Saio da reunião profundamente feliz, com objetivos claros”, disse o ministro, em declaração dada à imprensa. Segundo ele, o encontro serviu para afastar qualquer dúvida sobre as atribuições do Tribunal”, declarou.
O TCU (Tribunal de Contas da União) espera que o BC (Banco Central) retire, nos próximos dias, os embargos de declaração sobre a necessidade de inspeção na autoridade monetária envolvendo o Banco Master.
O gesto, se concretizado, impede que o caso seja levado ao plenário do órgão no dia 21 de janeiro e, sobretudo, blinda o relator, ministro Jhonatan de Jesus, do risco de uma derrota imposta por seus pares no colegiado.
Calendário
O presidente do TCU explicou que a Corte de Contas e o Banco Central irão definir, nos próximos dias, um calendário de trabalho entre as unidades técnicas das duas instituições para dar andamento à inspeção. “Já habilitamos nossos interlocutores, o Banco Central também indicou seus diretores, e vamos prosseguir rapidamente. O compromisso da Corte é concluir esse processo o mais rápido possível”, disse. A expectativa, segundo ele, é de que a inspeção dure cerca de um mês.
Com Correio Brasiliense






