Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei | Divulgação/Governo do Irã
O Irã ameaçou neste domingo (11) retaliar contra Israel e bases dos Estados Unidos caso haja ataques norte-americanos ao país, que enfrenta uma onda de protestos com mais de 100 mortos devido à inflação e à crise econômica.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente intervir nos últimos dias, advertindo os líderes iranianos a não usarem força contra os manifestantes. No sábado, Trump disse que os EUA estavam “prontos para ajudar”.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, falou no domingo aos parlamentares e alertou os Estados Unidos contra “um erro de cálculo”.
“Sejamos claros: no caso de um ataque ao Irã, os territórios ocupados (Israel), assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nosso alvo legítimo”, afirmou Qalibaf, ex-comandante da Guarda Revolucionária do Irã.
Três fontes israelenses, que participaram de consultas de segurança em Israel ao longo do fim de semana, disseram que o país estava em alto nível de alerta para o caso de ataque dos EUA, mas não detalharam o que isso significava.
Israel e Irã travaram uma guerra de 12 dias em junho, na qual os Estados Unidos se juntaram a Israel no lançamento de ataques aéreos. O Irã retaliou esses ataques norte-americanos disparando mísseis contra uma base aérea dos EUA no Catar.
Os protestos se espalharam pelo Irã desde 28 de dezembro, inicialmente em resposta à disparada da inflação, e rapidamente ganharam caráter político, com manifestantes exigindo o fim do governo do aiatolá Ali Khamenei. As autoridades iranianas acusam os Estados Unidos e Israel de fomentarem a agitação.






