O governo decidiu retirar a urgência do projeto que enviou ao Congresso e que previa o fim da escala de trabalho no modelo 6×1.
A decisão, desta terça-feira (16), retira a necessidade de que um novo texto seja analisado entre deputados. Relatos ao R7 Planalto indicam que não haverá nova votação ligada a essa pauta na Câmara.
O debate para redução de jornada ainda segue no Congresso, mas agora fica voltado apenas a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que já foi aprovada por deputados e estacionada há mais de 15 dias no Senado.
A motivação do Planalto não foi detalhada, mas pode mirar dois caminhos: segurar a votação de pautas-bomba, como a renegociação de dívidas de produtores rurais que tem impacto estimado de R$ 110 bilhões por ano, segundo novas estimativas da Fazenda; ou abrir espaço para negociar a PEC que depende dos senadores.
Ao retirar a urgência, a votação do Senado depende apenas de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sem uma pressão de calendário. O Planalto ainda aposta em outras pautas que também dependem do amapaense, como a PEC da Segurança.
À coluna, líderes de centro confirmaram ter recebido a informação de retirada da urgência e ponderam que a decisão faz com que o governo não precise negociar um novo texto de votação. Apesar do alinhamento para que o projeto seguisse os mesmos moldes da proposta já aprovada, a avaliação é de que sempre há risco de que novos pontos “surpresa” possam ser incluídos em um texto que vai ao plenário.

