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Agentes podem entrar na sala ou no quarto de Bolsonaro? Entenda monitoramento do ex-presidente

 

Alexandre de Moraes determinou nova ação policial para evitar risco de fuga; decisão foi alvo de críticas entre filhos de Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), aumentou ações de monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro em decisão para que agentes da Polícia Federal fiquem nos arredores da casa do político em Brasília.

A fiscalização mais rigorosa passou a valer no sábado (30) e tem o objetivo de evitar “qualquer possibilidade de fuga” do ex-presidente.

O reforço policial foi limitado à área externa da residência, sem autorização para entrada em cômodos internos, o que impede a presença em áreas como a sala ou o quarto de Bolsonaro.

Moraes considera que a área monitorada foi definida por haver “pontos cegos” com divisão a outros imóveis do condomínio, e afirma que o monitoramento deve ser adotado mantendo a privacidade dentro da residência.

“A efetividade do monitoramento integral do réu Jair Messias Bolsonaro, determinado em decisão anterior, exige a adoção de novas medidas, que conciliem a privacidade dos demais residentes do local e a necessária garantia da lei penal, impedindo qualquer possibilidade de fuga”, diz o documento. A decisão também seguiu recomendações da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Filhos de Bolsonaro criticam

Após a decisão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que são filhos do ex-presidente, criticaram o aumento de fiscalização determinado por Moraes.

“Espero que os policiais que violarem a casa de meu pai, tida na Constituição como asilo inviolável, saibam do abuso que estão cometendo, cumprindo ordem manifestamente ilegal”, escreveu Eduardo nas redes sociais.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, considerou que a decisão é “ilegal” e viola a privacidade. “Mais uma decisão ilegal, paranoica e que invade a privacidade das mulheres da casa de Bolsonaro. Uma humilhação com Michelle, com Laurinha, menor de idade, e com um ex-presidente da República honesto e inocente”, disse.

PF queria agentes dentro da casa de Bolsonaro

No início da semana, a Polícia Federal pediu a presença de policiais dentro da casa de Bolsonaro devido ao risco de fuga do ex-presidente.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o monitoramento eletrônico por tornozeleira não seria suficiente para conter uma tentativa de fuga. Isso porque, segundo ele, o equipamento depende de sinal de telefonia para enviar alertas em tempo real.

Em caso de falha no sistema ou de interferências deliberadas, o aviso de violação só chegaria às autoridades após o restabelecimento da conexão, tempo suficiente para que Bolsonaro tentasse escapar caso queira fazer isso, destacou Rodrigues.




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