“Houve um golpe claramente, armado. Não se contou voto. Ninguém sabe nem quem votou. Foi uma armação política e que vai ter resposta. Toda armação que é própria do Bolsonarismo, de fake News, de golpe, nós vamos responder à altura. Já estamos com um processo de recurso”, disse a parlamentar paraibana.
Ela explicou o voto contrário de Romero Rodrigues à convocação de Lulinha como natural de um integrante da base que tem diálogo com o PT. “A liderança da nossa bancada conversa diariamente com todos os partidos. E Romero faz parte da base com que Lula dialoga. Se elevotou, o voto dele diz respeito a entender que foi uma armação política. O voto dele diz respeito a entender que se trata de uma armação política e não podemos envolver família para tentar destruir adversários. A disputa deve ser política”, argumentou.
Polêmica na votação – Ainda ontem, o senador Rogerio Marinho (PL-RN) defendeu a manutenção do resultado. “Tem 31 presentes aqui, se 14 votaram em contrário, permanecem 17 que votaram a favor. Não houve golpe”, declarou.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a votação em bloco foi solicitada pelo próprio governo com base regimental e que a verificação de quórum passou a valer pelo painel eletrônico de presença, com o registro de 31 parlamentares.
“Em votações simbólicas contam-se apenas os votantes contra, portanto não há como proclamar outro resultado se não a aprovação dos requerimentos”, frisou.
Os pagamentos de R$ 300 mil mensais seriam, segundo apuração preliminar, pagamentos para Lulinha facilitar acesso de Antunes a locais específicos em Brasília — algo que é negado pela defesa de ambos.
A PF também aponta um envelope apreendido com uma amiga de Lulinha na última fase da operação Sem Desconto onde estava o nome dele para receber a encomenda.
Logo após a apreensão, os investigadores captaram mensagens dessa amiga com o Careca do INSS e sua preocupação ao dizer que apreenderam o envelope “do filho do rapaz”.
Já Edson Claro, ex-funcionário do INSS, prestou depoimento à Polícia Federal e acusou Lulinha de manter uma relação de proximidade e até uma sociedade empresarial com Antunes. Ele teria dito que o filho de Lula recebeu uma cifra de 25 milhões (sem especificar em qual moeda) do “careca do INSS”, além de uma “mesada” de R$ 300 mil.
Com Parlamento PB






