A presença conjunta, em especial em Uiraúna, teve leitura direta: abre portas e cria ambiente para a pré-campanha de Cícero no interior, com articulação em terreno onde Wellington possui alianças e influência. Na prática, é uma dobradinha que soma: Cícero ganha entrada e rede, enquanto Wellington reforça posição no jogo político estadual em ano eleitoral.
E a ausência em Campina Grande?
O fato de Wellington ter sido aguardado no ato político em Campina Grande — que reuniu nomes como Pedro Cunha Lima, além de Romero Rodrigues, Camila Toscano, Fábio Ramalho e Tovar Correia Lima — e não ter aparecido alimentou ruídos e especulações. Mas o roteiro do fim de semana oferece uma resposta simples e pragmática: o deputado estava em campo no Sertão, ao lado de Cícero, em agenda pública, aberta, com registros e presença política.
Ou seja: se existe mensagem, ela foi dada mais pelo caminho escolhido do que por presença em palanque. Em política, ausência gera manchete; presença contínua gera direção.
Janela partidária: muda a sigla, não necessariamente o alinhamento
Wellington já comunicou que pretende deixar o PL na janela partidária de março, após perder o comando da legenda na Paraíba para o ex-ministro Marcelo Queiroga. A troca de partido, portanto, entra como movimento de sobrevivência e reposicionamento, algo comum em ano eleitoral, sem que isso signifique automaticamente mudança de alianças majoritárias.
Nos bastidores, há convites: PSD, hoje sob comando de Pedro, surge como opção; MDB do senador Veneziano Vital do Rêgo também aparece no radar, embora aliados avaliem que a legenda pode não montar uma nominata competitiva para deputado federal. Wellington, por ora, mantém a decisão em aberto, mas o gesto do Carnaval indica que, no plano do governo, a ponte com Cícero segue funcionando.
Leitura política do fim de semana
A movimentação no Sertão cumpre dois objetivos ao mesmo tempo: esfria qualquer narrativa de afastamento e reafirma, com naturalidade, que Wellington Roberto e Cícero Lucena continuam falando a mesma língua no terreno da pré-campanha. Em ano eleitoral, o que pesa não é só o que se diz, é onde se anda, com quem se anda e quantas vezes se repete o gesto.
E, neste Carnaval, Wellington escolheu andar com Cícero.

Com Blog do Chico Soares






