Primeiro, a aceitação. Djá conseguiu algo essencial em qualquer Câmara Municipal: manter diálogo civilizado com os colegas vereadores e, ao mesmo tempo, preservar uma imagem positiva fora do plenário. Quando há respeito interno e reconhecimento externo, o ambiente político tende a ser mais estável. E estabilidade, em tempos de tensão política, é ativo valioso.
Segundo, a gestão. A recuperação física da estrutura da Câmara não é apenas obra. É sinal de cuidado com o patrimônio público. Um prédio organizado, funcional e melhor estruturado transmite seriedade. Mostra que o Legislativo não está parado no tempo. Pode parecer simples, mas em cidades como Mari, isso faz diferença concreta na percepção da população.
O terceiro ponto é talvez o mais sensível: a autonomia do Legislativo. Durante as gestões de Alisson Gomes e Betinho Baltazar, havia a percepção de que a Câmara tinha menos protagonismo. Djá construiu sua marca política justamente na ideia de que o Legislativo voltou a ter voz própria, com decisões menos dependentes de influências externas.
E autonomia não é discurso abstrato. É a capacidade de decidir, pautar e se posicionar sem subordinação automática.
Por isso, a discussão sobre 2027/2028 não é apenas sobre quem ocupa a cadeira da presidência. É sobre manter um modelo que, até aqui, entregou estabilidade política, melhoria administrativa e fortalecimento institucional.
Trocar por trocar pode gerar incerteza. Manter, quando há resultados, pode ser sinal de maturidade política.
Se os três pilares seguirem firmes — diálogo, organização e independência — a permanência de Djá Moura tende a ser vista menos como projeto pessoal e mais como continuidade de um ciclo que ainda encontra respaldo dentro e fora da Câmara.
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