Questionado sobre a possibilidade de Lula apoiar mais de um nome na disputa ao Senado e sobre a rivalidade entre o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB), Ricardo foi direto ao afirmar que o presidente não fecha portas para alianças, mas estabeleceu limites políticos claros.
“Lula não vai rejeitar apoio, evidentemente. Agora, não adianta alguém dizer que apoia e, ao mesmo tempo, alguém de dentro do esquema estar batendo no presidente e inviabilizando o Brasil, como até agora Hugo Motta tem feito”, declarou.
O ex-governador ressaltou que, apesar de não rejeitar apoios, Lula mantém compromissos políticos e ideológicos firmes, especialmente com aliados históricos. Segundo ele, o senador Veneziano Vital do Rêgo ocupa papel central na sustentação do governo no Senado.
“O presidente Lula tem um compromisso muito forte com Veneziano e vai cumprir. Ninguém se iluda com isso. Veneziano votou nas matérias do governo, esteve ao lado das pautas do presidente e teve papel destacado em momentos decisivos”, afirmou.
Ricardo Coutinho também avaliou como naturais as disputas internas no campo político e afirmou que embates entre candidatos fazem parte do processo democrático. “É normal que haja disputas acirradas. Sempre houve e sempre vai haver. Se não fosse isso, a política perderia parte do seu sentido”, disse.
Alerta à Justiça Eleitoral
Um dos pontos mais duros da entrevista foi o alerta feito à Justiça Eleitoral sobre o uso excessivo de recursos financeiros em campanhas. Ricardo afirmou que há um “derrame de dinheiro” que precisa ser observado com atenção, citando práticas associadas ao orçamento secreto e às chamadas emendas Pix.
“É preciso que a Justiça Eleitoral abra os olhos. Tem candidatura aparecendo como um trator. É muito dinheiro em jogo. Em 2022 já houve um derrame terrível, depois se viu que vinha do orçamento secreto, de emendas Pix e de um monte de coisa”, alertou.
O ex-governador questionou a origem e o uso desses recursos e criticou práticas que, segundo ele, utilizam dinheiro público para a cooptação política de lideranças locais. “O dinheiro não pertence a quem governa, pertence ao Estado. Mas o que se vê é compra de lideranças, prefeitos, numa derrama escancarada”, concluiu.
Com Fonte 83






