O clima, que já era tenso, rapidamente se transformou em confusão. Vereadores deixaram seus assentos, assessores abriram portas e janelas, e documentos viraram leques improvisados na tentativa de amenizar o desconforto. Diante da situação, a sessão foi encerrada antes da conclusão da pauta.
O episódio, no entanto, ultrapassou o constrangimento e ganhou contornos políticos.
Parlamentares da oposição afirmaram que o ocorrido não teria sido um simples incidente, mas uma ação deliberada para provocar o esvaziamento do plenário e adiar votações consideradas importantes para a população de Bayeux. Segundo vereadores oposicionistas, a presidente da Casa, Jays de Nita, teria determinado que um assessor utilizasse um spray de odor desagradável dentro do plenário, com o objetivo de inviabilizar a continuidade da sessão.
As acusações foram feitas verbalmente durante e após o encerramento dos trabalhos, mas até o momento não há comprovação de que o odor tenha sido provocado por qualquer substância externa.
Para a oposição, o suposto adiamento agrava a insatisfação, já que o retorno das atividades legislativas este ano já havia sido postergado em razão das reformas realizadas na sede do Legislativo. Na avaliação dos parlamentares críticos à gestão da Casa, a primeira sessão após o recesso deveria ter garantido a apreciação dos projetos pendentes.
A presidente Jays de Nita não comentou oficialmente as acusações até o fechamento desta matéria. Um aliado da mesa diretora classificou as declarações como “infundadas” e afirmou que a interrupção ocorreu exclusivamente em razão do desconforto generalizado no ambiente.
O fato é que, em uma cidade acostumada a turbulências políticas, desta vez não foi a falta de quórum nem o embate ideológico que encerrou os trabalhos — mas um episódio inusitado que agora também integra o histórico do Legislativo municipal.
Com Portal do Litoral






