O arquivo foi divulgado pelo Congresso dos Estados Unidos na última quinta-feira (26) e acusa o Brasil, assim como outros países da América Latina, de possuírem bases militares chinesas para lançamentos especiais.
O relatório norte-americano fala que o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia Tecnologia na Serra do Urubu, na Paraíba faria parte de uma suposta rede de espionagem chinesa.
O laboratório é uma parceria entre o Instituto de Pesquisa em Comunicações da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China com a UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) e a UFPB (Universidade Federal da Paraíba) firmada em 2025.
Conforme o relatório, este centro de pesquisa na Paraíba está “profundamente integrado” ao sistema de defesa da China, ou seja, podendo ser uma ferramenta de vigilância estratégica no ocidente.
“O laboratório se concentrará no desenvolvimento de tecnologia de ponta para apoiar a observação astronômica e a exploração do espaço profundo. Seu mandato inclui a coordenação da exploração internacional e da cooperação científica internacional, planejamento de grandes iniciativas de pesquisa e tradução da inovação científica em aplicações tecnológicas mais amplas”, consta no relatório.
O Radiotelescópio Bingo é um projeto que visa estudar cosmologia e astrofísica, buscando vestígios de matéria logo após o Big Bang.
O Bingo é liderado pela USP, com apoio da UFCG, INPE, FAPESQ-PB, FINEP e colaboração da China, Reino Unido, França, África do Sul, Suíça e Alemanha.
Estados Unidos também cita Bahia
Além da Paraíba, os documentos citam uma base em Salvador, na Bahia, na sede da Ayla Space, uma empresa brasileira do setor aeroespacial, que tem parceria com a empresa aeroespacial chinesa Beijing Tianlian Space Technology Co. Ltd.






