De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Corte, a verificação foi feita a pedido do gabinete de Moraes com base em material que se tornou público por meio da CPMI do INSS.
Segundo o tribunal, no conteúdo extraído do celular de Vorcaro pelos investigadores, os prints das mensagens aparecem associados a pastas de outras pessoas da lista de contatos do banqueiro, e não ao contato do ministro do STF.
Ainda conforme a nota, a mensagem e o respectivo contato aparecem na mesma pasta do computador de quem produziu os prints — no caso, o próprio Vorcaro. Para a Corte, isso indicaria que os registros estavam vinculados a outros contatos telefônicos e não a Moraes.
O STF acrescentou que os nomes das pessoas ligadas aos arquivos não foram divulgados devido ao sigilo decretado pelo ministro André Mendonça, relator do caso.
Manifestação da Polícia Federal
Após a divulgação da nota do STF, a Polícia Federal também se pronunciou. Em comunicado, a corporação afirmou que conduz suas investigações seguindo “rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações” e respeitando direitos fundamentais, como a privacidade e a intimidade.
Segundo a PF, nenhum relatório ou representação apresentada no âmbito da Operação Compliance Zero incluiu dados que não fossem relevantes para a investigação. A corporação ressaltou ainda que não foram inseridas informações relacionadas à vida privada ou à intimidade dos investigados.
A Polícia Federal informou também que os dados enviados à CPMI do INSS foram compartilhados por determinação do relator do processo. Por orientação do diretor-geral da instituição, a equipe responsável encaminhou ao ministro relator uma representação pedindo a abertura de apuração sobre a divulgação indevida de informações sigilosas.
Com Polêmica Paraíba






