O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou a favor da condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Tabata acionou a Suprema Corte após Eduardo afirmar, em 2021, que um projeto de lei dela que previa a distribuição de absorventes íntimos circulava “com o propósito de beneficiar ilicitamente terceiros” e de “querer atender ao lobby de seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann, um dos donos da produtora de absorventes P&G”.
No entanto, diferentemente do alegado, o empresário suíço-brasileiro Jorge Paulo Lemann não é dono ou dirigente da companhia norte-americana nem financiou a campanha eleitoral da deputada.
A relação conhecida entre a parlamentar e ele envolve a Fundação Estudar, organização sem fins lucrativos de incentivo à educação criada pelo bilionário e outros empresários. A iniciativa permitiu que Tabata conseguisse uma bolsa para cursar astrofísica e ciência política em Harvard, nos Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro atualmente mora no país norte-americano. Ao votar, Moraes sugeriu pena de um ano de detenção e 39 dias-multa ao ex-deputado federal, fixadas em dois salários-mínimos (R$ 3.242 atualmente). O julgamento, que começou nesta sexta-feira (17), ocorre em plenário virtual e vai até 28 de abril.






