A medida foi anunciada oficialmente pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, dois dias após o encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca.
Durante discurso, Lula afirmou que o senador agiu contra os interesses nacionais ao buscar apoio estrangeiro para tratar de questões de segurança pública do Brasil.
“Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, declarou o presidente.
Lula também afirmou que esteve reunido por três horas com Donald Trump e entregou documentos ao líder norte-americano. Segundo ele, Marco Rubio não participou do encontro porque estaria “preparado para ajudar um filho de bolsonarista”.
Encontro na Casa Branca antecedeu anúncio
Flávio Bolsonaro esteve na Casa Branca na última terça-feira (27), onde se reuniu com Donald Trump. Dois dias depois, Marco Rubio anunciou a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.
A decisão pode abrir caminho para sanções financeiras e restrições internacionais contra pessoas e empresas que mantenham relação com as facções criminosas.
Aliados do senador comemoraram a medida e defenderam que os grupos atuam como “governos paralelos” dentro do Brasil.
Governo teme impactos diplomáticos e comerciais
Nos bastidores, integrantes do governo federal demonstraram preocupação com possíveis consequências econômicas e diplomáticas da decisão norte-americana.
Segundo integrantes do Palácio do Planalto, existe receio de que a medida possa gerar impactos no comércio exterior brasileiro e provocar efeitos sobre empresas e transações legítimas.
O governo também avalia que a atuação dos Estados Unidos em temas ligados à segurança pública brasileira pode representar interferência na soberania nacional.
Com Polêmica Paraíba





