De um lado, prefeitos que declararam patrimônios milionários. Do outro, gestores que informaram não possuir qualquer bem registrado em seus nomes. Segundo o levantamento, dos 223 municípios paraibanos, 27 prefeitos declararam patrimônio zerado à Justiça Eleitoral.
A relação reúne gestores de diferentes regiões do estado e chamou atenção nos bastidores políticos pela diversidade dos perfis e realidades administrativas. Entre os nomes que declararam não possuir bens estão Humberto dos Santos, de Algodão de Jandaíra; Tacyana Leitão, de Bayeux; Luciene Almeida, de Brejo dos Santos; Ricardo Aires, de Cabaceiras; Van de Galega, de Casserengue; Hermes Filho, de Diamante; Milena Nayara, de Duas Estradas; Anete Loureiro, de Emas; Tarcísio Paiva, de Gurinhém; Dr. Cláudio Neto, de Itabaiana; Kadson Monteiro, de Jericó; Wilson Evangelista, de Juarez Távora; Anna Virgínia, de Juazeirinho; Socorro de Biró, de Lagoa; Daniela Ribeiro, de Mulungu; Tota Guedes, de Pedra Lavrada; Soraya Sales, de Pilões; Eliane Galdino, de Pocinhos; Allan Candeia, de Quixabá; Arthur Vieira, de Riacho dos Cavalos; Marcílio Farias, de Santa Cecília; Neto de Coraci, de São José da Lagoa Tapada; Thaíse de Ediane, de São José de Espinharas; Erivan de Biu, de São Vicente do Seridó; Roni Vieira, de Sertãozinho; Fernanda Moraes, de Umbuzeiro; e Jorsamara Neves, de Zabelê.
Entre os nomes da lista, uma das situações que mais despertaram atenção foi a da prefeita de Pocinhos, Eliane Galdino. Ela integra uma das famílias de maior projeção política da Paraíba, sendo esposa do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino, e mãe da conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), Alanna Galdino.
Na outra ponta do levantamento aparecem os prefeitos com os maiores patrimônios declarados. O ranking é liderado pela prefeita de Guarabira, Léa Toscano, que informou possuir cerca de R$ 15,3 milhões em bens.
Na segunda posição está a prefeita de Belém, Dona Aline, com patrimônio declarado próximo de R$ 9 milhões. Em terceiro lugar aparece Antônio Ferreira, prefeito de Mogeiro, com aproximadamente R$ 7,4 milhões.
Completam as primeiras posições o prefeito de Fagundes, Júnior Maranhão, que declarou cerca de R$ 7,2 milhões, seguido por Doutor Jucélio, de Mãe d’Água, com aproximadamente R$ 4 milhões. A prefeita de Queimadas, Delúsia Barros, aparece na sequência com patrimônio em torno de R$ 3,5 milhões.
Também figuram entre os dez maiores patrimônios declarados Cícero de Arlete, prefeito de Nova Olinda, com cerca de R$ 3,4 milhões; Eymard Pedrosa, prefeito de Mataraca, com aproximadamente R$ 3,2 milhões; Arimateia Camboim, de Santa Teresinha, com R$ 3,1 milhões; e Manezinho Lourenço, de Sumé, com patrimônio próximo de R$ 2,9 milhões.
As informações têm como base as declarações de bens apresentadas pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral durante o processo eleitoral de 2024. Os dados são públicos e integram a documentação exigida para o registro de candidatura.
O levantamento evidencia a diversidade patrimonial existente entre os gestores municipais paraibanos e reacende discussões sobre transparência, prestação de contas e a evolução patrimonial de agentes públicos ao longo da vida política.
Com Portal Fonte83





