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Laudo pericial aponta morte natural de idosa em Bayeux e inocenta amigo que chegou a ser preso e quase linchado após acusações

 Os laudos periciais elaborados pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) concluíram que a aposentada Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, encontrada morta após desaparecer em Bayeux, na Grande João Pessoa, teve morte natural. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (1º) pela diretora do IPC-PB, Raquel Azevedo.

A conclusão dos exames desmonta a onda de acusações e suspeitas levantadas contra o amigo e vizinho da idosa, Willis Cosmo, que chegou a ser apontado por familiares, pela população e até por setores da imprensa como principal suspeito do desaparecimento e da morte da aposentada, mesmo sem qualquer confirmação oficial da Polícia Civil.

Durante as investigações, Willis Cosmo foi conduzido à Delegacia de Bayeux para prestar depoimento e chegou a ser alvo de forte pressão popular diante da repercussão do caso. Segundo relatos de pessoas próximas, ele quase foi linchado após ter seu nome associado à suposta morte da aposentada antes da conclusão dos laudos periciais.

Ao todo, nove laudos foram produzidos pelo IPC-PB, incluindo exames toxicológicos e sexológicos. Segundo a perícia, todos os exames descartaram violência, abuso ou qualquer indício de crime. A conclusão oficial aponta que Milce morreu por causas naturais.

O caso ganhou grande repercussão após o desaparecimento da aposentada, ocorrido na manhã do dia 22 de abril. Milce havia acompanhado Willis Cosmo até uma consulta médica no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, entre Santa Rita e Bayeux.

Segundo o relato apresentado pelo amigo desde o início da investigação, após a consulta os dois seguiram para uma área próxima para apanhar mangas — fruta pela qual a idosa era conhecida por gostar muito. Willis afirmou que, em determinado momento, enquanto recolhiam as frutas, Milce desapareceu repentinamente.

“Eu fui fazer o gosto dela, porque todo mundo sabe que ela era louca por manga”, declarou.

A versão apresentada por Willis, porém, passou a ser questionada publicamente antes mesmo da conclusão oficial da perícia. O amigo da vítima foi alvo de acusações, julgamentos precipitados e intensa repercussão nas redes sociais, enquanto a Polícia Civil ainda aguardava os resultados dos exames técnicos.

O corpo de Milce Daniel Pessoa foi encontrado no dia 29 de abril. De acordo com os laudos, não foi possível determinar exatamente a data da morte, mas os exames apontam que a idosa já não apresentava sinais vitais a partir do dia 27 de abril.

Com a divulgação do resultado pericial, o caso ganha um desfecho completamente diferente do cenário que vinha sendo tratado publicamente nas últimas semanas: não houve crime.

Até o momento, a Polícia Civil ainda não informou oficialmente quais serão os próximos encaminhamentos da investigação.



Com Portal do Litoral

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