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Gaeco denuncia delegado e agentes da Polícia Civil por envolvimento com o narcotráfico e pede perda dos cargos

 

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), apresentou, nesta sexta-feira (24), a primeira denúncia no âmbito da Operação Perfidus. Foram denunciados o delegado Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil Everton Silva, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge, o “Mão Branca”, que seguem presos no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.

Na denúncia, o Gaeco afirma que o delegado e os agentes integrariam “uma organização criminosa com particulares intrinsecamente ligados ao narcotráfico”.

Ainda de acordo com o Gaeco, “o grupo operava estruturado sob rígidos moldes empresariais, dedicando-se não apenas à apropriação e à mercancia de entorpecentes, mas também a uma complexa engenharia de lavagem de capitais”.

Conforme a denúncia, o esquema teria atuado em três frentes. Segundo o Gaeco, a primeira consistia na subtração de entorpecentes por meio do abuso da estrutura estatal. A segunda envolveria o controle da logística em ligação com redes do narcotráfico. Já a terceira seria voltada à dispersão de recursos e patrimônio por meio de empresas e contas de passagem, utilizadas para receber e transferir valores.

Os três foram denunciados pelos crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual majorada. Além das condenações, o Ministério Público requereu à Justiça a perda dos cargos públicos e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

Operação Perfidus

A operação deflagrada no dia 2 de junho teve como alvo um grupo suspeito de integrar um esquema de tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Entre os presos estão o delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e os agentes Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”.

Outros alvos:

  • João Wicttor Alves de Lima, apontado como traficante;
  • Brendo Roberth Fernandes Sobral, apontado como traficante;
  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”, apontado como traficante;
  • José Alexandrino de Lira Júnior, o “Júnior Lira”, apontado como integrante de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte;
  • Vanessa Dantas Fernandes, apontada como integrante de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte;
  • Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como “Babau”, apontado como integrante de uma facção criminosa com atuação na Paraíba.

De acordo com as investigações, parte das drogas apreendidas em operações policiais era desviada e revendida ilegalmente para integrantes de organizações criminosas, inclusive dentro dos presídios paraibanos. Os lucros obtidos com a comercialização dos entorpecentes seriam divididos entre membros do esquema.

A operação é resultado de mais de um ano de investigação conduzida em conjunto pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba.

Ao todo, foram cumpridos oito dos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados.



Com Click PB

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