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Por Carlos Alcides: A nação chora, a Seleção decepciona: até quando o Brasil viverá esse mesmo roteiro?

 Mais uma vez, a torcida brasileira encerra uma Copa do Mundo com o coração partido. Mais uma vez, o sonho do hexacampeonato é adiado. E, desta vez, a eliminação nas oitavas de final deixa um sentimento ainda mais profundo de tristeza, frustração e decepção.

O futebol sempre foi muito mais do que um esporte para o povo brasileiro. Ele representa paixão, identidade, orgulho e união. Em tempos de Copa do Mundo, o Brasil costuma parar para torcer pela camisa amarelinha. Famílias se reúnem, amigos celebram e milhões de brasileiros renovam a esperança de ver a Seleção conquistar mais um título mundial. Infelizmente, esse sonho terminou novamente de forma precoce.

O que mais entristece não é apenas o resultado da partida, mas a impressão de que faltou alma dentro de campo. A sensação transmitida aos torcedores foi de um time sem brilho, sem intensidade e, principalmente, sem o espírito de luta que sempre marcou as grandes gerações da Seleção Brasileira.

Também chamou a atenção a postura do técnico italiano Carlo Ancelotti durante a partida. Enquanto o Brasil via sua eliminação se aproximar, muitos torcedores sentiram falta de uma reação mais enérgica à beira do gramado. A imagem de um treinador aparentemente sereno diante de um momento tão decisivo aumentou ainda mais o sentimento de indignação entre os brasileiros.

Há anos o torcedor vem questionando se os jogadores ainda defendem a Seleção com o mesmo amor e comprometimento demonstrados pelas gerações que conquistaram os cinco títulos mundiais. É claro que o futebol mudou, tornou-se mais profissional e globalizado, mas vestir a camisa da Seleção Brasileira deveria continuar sendo a maior honra da carreira de qualquer atleta.

O Brasil construiu sua história com grandes jogadores, grandes equipes e técnicos brasileiros que conheciam profundamente a essência do nosso futebol. Foram treinadores nacionais que conduziram o país às cinco estrelas estampadas na camisa. Talvez seja o momento de refletir se não chegou a hora de resgatar essa identidade, apostando novamente em um comandante brasileiro, com autonomia para convocar atletas comprometidos com o projeto da Seleção e, acima de tudo, apaixonados pela camisa verde e amarela.

Mais do que talento, o Brasil precisa recuperar sua identidade. O torcedor quer ver entrega, raça, comprometimento e respeito por uma camisa que representa mais de 200 milhões de brasileiros.

A noite deste domingo, 5 de julho, ficará marcada como mais um capítulo triste da história recente da Seleção Brasileira. Porém, toda derrota também deve servir como aprendizado. É preciso coragem para reconhecer os erros, promover mudanças e reconstruir um projeto sólido, capaz de devolver ao povo brasileiro a confiança e a esperança de voltar ao lugar que sempre acreditou ser seu: o topo do futebol mundial. 

Porque o Brasil não perdeu apenas uma partida. Perdeu, mais uma vez, a oportunidade de fazer seu povo sorrir. E o torcedor brasileiro, apaixonado como sempre foi, continua esperando o dia em que a camisa amarelinha voltará a ser sinônimo de orgulho, respeito e conquistas.

Da Redação




Por Carlos Alcides

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