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Parentes de possível vítima que teve cabeça jogada sem orelhas em rua de João Pessoa fornecem DNA ao IML

 Familiares de um homem que pode ser a vítima do crime brutal registrado na comunidade Colinas de Gramame, em João Pessoa, procuraram o Instituto de Medicina Legal (IML) e forneceram material genético para realização de exame de DNA. A identificação oficial ainda não foi concluída.

A cabeça de um homem foi encontrada no meio da rua, sem as orelhas e com sinais de disparos de arma de fogo. Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram que quatro homens chegaram em um carro e jogaram a cabeça no local. Antes disso, o mesmo grupo teria passado efetuando disparos pelas ruas da comunidade.

O caso aconteceu nas proximidades de uma base da Polícia Militar. Os policiais chegaram a ouvir os tiros e seguiram para a região, mas não conseguiram localizar os suspeitos nem o veículo utilizado na ação.

Moradores afirmaram não reconhecer a vítima como sendo da comunidade. A investigação apura, entre outras hipóteses, se o assassinato pode estar relacionado a conflitos entre grupos criminosos e por que a cabeça teria sido deixada justamente naquela localidade. Até o momento, porém, a Polícia Civil não confirmou oficialmente a motivação do crime.

Cabeça apresentava mutilações e disparos

De acordo com o Instituto de Medicina Legal, a perícia constatou sinais de mutilação e confirmou que as orelhas da vítima foram arrancadas. Um exame de raio-X identificou ainda um projétil de arma de fogo, além de marcas de disparos na região da nuca.

No ponto onde a cabeça foi encontrada, os peritos recolheram vestígios balísticos de dois calibres, 9 mm e .40. Parte dos materiais que poderiam ajudar na investigação, entretanto, teria sido retirada do local por pessoas antes da chegada da perícia, o que pode comprometer a análise completa da cena.

O restante do corpo ainda não foi localizado.

Familiares aguardam resultado do DNA

Diante da ausência de identificação oficial, pessoas que acreditam ter parentesco com a vítima compareceram ao IML e forneceram amostras para comparação com o perfil genético obtido durante a perícia.

A previsão inicial é de que o resultado do exame de DNA fique pronto em até dez dias.

O delegado Héctor Azevedo informou que um inquérito foi instaurado e que os vestígios recolhidos estão sendo analisados. A Polícia Civil tenta agora identificar a vítima, localizar o restante do corpo, descobrir quem participou da execução e esclarecer a motivação do homicídio.

Famílias que tenham parentes desaparecidos recentemente também foram orientadas a procurar o IML para colaborar com o processo de identificação.

Com Portal do Litoral
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