A cabeça de um homem foi encontrada no meio da rua, sem as orelhas e com sinais de disparos de arma de fogo. Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram que quatro homens chegaram em um carro e jogaram a cabeça no local. Antes disso, o mesmo grupo teria passado efetuando disparos pelas ruas da comunidade.
O caso aconteceu nas proximidades de uma base da Polícia Militar. Os policiais chegaram a ouvir os tiros e seguiram para a região, mas não conseguiram localizar os suspeitos nem o veículo utilizado na ação.
Moradores afirmaram não reconhecer a vítima como sendo da comunidade. A investigação apura, entre outras hipóteses, se o assassinato pode estar relacionado a conflitos entre grupos criminosos e por que a cabeça teria sido deixada justamente naquela localidade. Até o momento, porém, a Polícia Civil não confirmou oficialmente a motivação do crime.
Cabeça apresentava mutilações e disparos
De acordo com o Instituto de Medicina Legal, a perícia constatou sinais de mutilação e confirmou que as orelhas da vítima foram arrancadas. Um exame de raio-X identificou ainda um projétil de arma de fogo, além de marcas de disparos na região da nuca.
No ponto onde a cabeça foi encontrada, os peritos recolheram vestígios balísticos de dois calibres, 9 mm e .40. Parte dos materiais que poderiam ajudar na investigação, entretanto, teria sido retirada do local por pessoas antes da chegada da perícia, o que pode comprometer a análise completa da cena.
O restante do corpo ainda não foi localizado.
Familiares aguardam resultado do DNA
Diante da ausência de identificação oficial, pessoas que acreditam ter parentesco com a vítima compareceram ao IML e forneceram amostras para comparação com o perfil genético obtido durante a perícia.
A previsão inicial é de que o resultado do exame de DNA fique pronto em até dez dias.
O delegado Héctor Azevedo informou que um inquérito foi instaurado e que os vestígios recolhidos estão sendo analisados. A Polícia Civil tenta agora identificar a vítima, localizar o restante do corpo, descobrir quem participou da execução e esclarecer a motivação do homicídio.
Famílias que tenham parentes desaparecidos recentemente também foram orientadas a procurar o IML para colaborar com o processo de identificação.






