O novo valor começará a ser pago a partir da folha de outubro. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o percentual corresponde à recomposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulada desde o início da atual versão do programa até agosto.
O impacto da medida está estimado em R$ 5,8 bilhões para 2026 e em aproximadamente R$ 22 bilhões para 2027. Para acomodar o reajuste no próximo ano, o governo informou que fará ajustes no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a atualização foi planejada dentro do espaço fiscal disponível e defendeu que o governo está incorporando a despesa ao Orçamento.
“Em outros tempos se fez ‘PEC Kamikaze’, crédito extraordinário para além do que se estava previsto. E, com o compromisso de garantir regras e instituições, estamos incorporando o reajuste no Orçamento, sem solavanco”, declarou.
O Bolsa Família atende cerca de 19,3 milhões de famílias. Além do benefício mínimo, o programa possui pagamentos adicionais conforme a composição familiar, incluindo valores destinados a crianças pequenas, gestantes e jovens.
O anúncio foi feito 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. Lula participou da cerimônia ao lado de ministros, mas não fez discurso no evento.
Com PB Agora





