Segundo Trump, com o acordo, “nenhum adversário dos EUA poderá, em hipótese alguma, ter uma base ou presença militar na Groenlândia, nem realizar investimentos sensíveis no território”, sem “aprovação expressa por escrito”.
“Durante mais de 100 anos, os presidentes reconheceram a importância estratégica da Groenlândia, mas NENHUM deles conseguiu fazer alguma coisa a esse respeito. Tenho orgulho de ser o presidente que resolveu de forma permanente e definitiva esta situação tão importante”, afirmou.
O gabinete da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, confirmou que a “Groenlândia, a Dinamarca e os Estados Unidos esperam assinar um acordo na próxima semana que irá reforçar a segurança no Ártico e na região do Atlântico Norte”.
O documento deverá ser assinado pelos três governos durante a próxima semana, “em conjunto com a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas” e, “uma vez assinado, o acordo terá de passar pelos procedimentos parlamentares necessários para entrar em vigor”.
“Fico satisfeita por um bom acordo estar à vista para a Groenlândia, o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos. Um acordo que reforça nossa segurança compartilhada no Ártico e na região do Atlântico Norte e, portanto, também é benéfico para a OTAN e para a Europa. E um acordo que reconhece simultaneamente a soberania e a integridade territorial do Reino e o direito do povo groenlandês à autodeterminação”, destacou Frederiksen, segundo o comunicado.
Já o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou ser “gratificante” a existência de um acordo que “assegure e reforce a segurança da Groenlândia, do Reino da Dinamarca, dos Estados Unidos e da aliança ocidental”.
“O acordo reconhece os interesses da Groenlândia e nosso papel na cooperação internacional. Isso beneficia a todos nós”, garantiu.
Vale ressaltar que ao longo do último ano, Donald Trump ameaçou várias vezes usar força militar para anexar a Groenlândia, alegando que o território era imprescindível para a segurança nacional dos Estados Unidos.
Em julho, à margem da cimeira da OTAN, Trump disse que a Groenlândia era “muito importante” para os Estados Unidos, mas “não para a Dinamarca”, e reiterou que Washington “precisa da Groenlândia para a proteção do mundo, não apenas dos Estados Unidos”.
Segundo o presidente norte-americano, navios submarinos russos e chineses operam perto da ilha ártica, mas tanto Copenhagen como Nuuk já o negaram.





