segunda-feira, janeiro 19, 2026

Técnicos de enfermagem são presos suspeitos de matar 3 pacientes em UTI do DF

 São Paulo – Três técnicos de enfermagem foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal, nesta segunda-feira (19), suspeitos de envolvimento em três homicídios no Hospital Anchieta, em Taguatinga.

Segundo o delegado Wisllei Salomão, da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), o principal suspeito, de 24 anos, escondia um medicamento dentro do jaleco para aplicá-lo em pacientes da UTI.

A substância, quando administrada fora de protocolos médicos, pode causar parada cardíaca em poucos minutos. O suspeito usou o medicamento em três vítimas específicas: duas no dia 17 de novembro e uma no dia 1º de dezembro.

Segundo Salomão, o técnico acessou o sistema hospitalar deixado aberto, se passando por médico para prescrever o medicamento. Ele foi à farmácia buscá-lo, preparou a dose, a escondeu no jaleco e injetou diretamente na veia dos pacientes. Embora o nome da substância não tenha sido divulgado, o delegado afirmou que a sua aplicação na veia provoca parada cardíaca em poucos segundos.

O criminoso esperava a reação fatal e, para disfarçar, realizava massagem cardíaca falsa, simulando uma tentativa de reanimação na presença da equipe, acrescentou Salomão.

Em um dos casos, sem medicamento disponível em estoque, o técnico injetou desinfetante na veia da vítima mais de dez vezes, garantindo a morte, e repetiu o fingimento de socorro.

“Ele contou também com a conivência de outras duas técnicas de enfermagem que estavam no local, no momento de aplicação. Uma auxiliou a buscar esse medicamento na farmácia e também estava presente no momento em que foi ministrado o medicamento”, disse Salomão durante entrevista a jornalistas, nesta segunda.

O Hospital Anchieta disse que identificou “circunstâncias atípicas” nos três óbitos na UTI e, por iniciativa própria, instaurou um comitê interno. A investigação apontou evidências contra os técnicos de enfermagem, que foram desligados e encaminhados às autoridades.

“O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas”, disse a instituição em nota.

Com base nas evidências, a Polícia Civil deflagrou a Operação Anúbis —referência ao deus grego da morte— em 11 de janeiro.

Duas pessoas foram presas temporariamente na ocasião e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia (DF) e Águas Lindas (GO).

Na última quinta-feira (15), a segunda fase da operação cumpriu outro mandado de prisão temporária de uma das investigadas e apreendeu dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia, no Distrito Federal. 

 



Com Folha Online

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