Segundo Meireles, o projeto representa um grave ataque ao serviço público e aos servidores concursados da cidade. “A Prefeitura de Guarabira quer passar a boiada com esse projeto de lei. É preciso ser dito que, enquanto esse projeto tramita na Câmara, está tramitando na prefeitura uma licitação para contratar esses cargos que estão sendo extintos através de empresa terceirizada. Ou seja, a prefeitura está acabando totalmente o concurso público em Guarabira e entregando os cargos a empresas terceirizadas”, criticou.
O parlamentar destacou que a proposta elimina funções essenciais, atualmente ocupadas por servidores concursados, como merendeiros, motoristas, vigilantes, pedreiros, digitadores, entre outros. Em substituição, a Prefeitura pretende contratar trabalhadores terceirizados, sem estabilidade e com um custo estimado que pode ultrapassar os R\$ 23 milhões por ano.
“Enquanto isso, o processo seletivo da área da saúde ainda continua sem publicidade, sem transparência. Já iremos para a etapa de entrevista e não temos explicações de como está acontecendo, passo a passo, essa seleção”, alertou o vereador.
A medida tem provocado forte reação de setores da sociedade civil e do funcionalismo público, que acusam o Executivo Municipal de promover um verdadeiro desmonte do serviço público. “Não podemos aceitar esse retrocesso. Defender o concurso público é defender a qualidade do atendimento, a transparência e o direito da população a serviços públicos de verdade”, declarou Meireles.
A segunda votação está prevista para acontecer na sessão ordinária desta quinta-feira (8). Movimentos sociais e sindicatos já articulam mobilizações para tentar reverter a decisão. Para os opositores da proposta, ainda há tempo de barrar a medida e proteger os direitos dos trabalhadores e da população guarabirense.
Da Redação
Do Portal Umari





