A avaliação de Moraes está registrada na decisão que determinou a prisão do ex-presidente, após a Secretaria de Administração Penitenciária do DF relatar violação da tornozeleira eletrônica e risco de fuga.
Segundo o ministro, o comportamento dos dois parlamentares reforça a suspeita de atuação organizada para desestabilizar as instituições e para tentar impedir a fiscalização judicial sobre Bolsonaro.
“A Democracia brasileira atingiu a maturidade suficiente para afastar e responsabilizar patéticas iniciativas ilegais em defesa de organização criminosa responsável por tentativa de golpe de Estado no Brasil.”, escreveu Moraes.
Em outro trecho, o ministro afirma que Eduardo Bolsonaro agiu “de maneira criminosa e traiçoeira contra o próprio País”, enquanto Flávio Bolsonaro buscou “reeditar acampamentos golpistas e causar caos social”, ignorando seu dever como senador.
Vídeo de Flávio gerou alerta no STF
Na noite de sexta-feira (21), Flávio Bolsonaro publicou um vídeo convocando apoiadores para se reunirem nas proximidades da casa do pai. Para Moraes, o gesto indica “a possível tentativa de utilização de apoiadores” para impedir a fiscalização da tornozeleira e da prisão domiciliar.
Prisão preventiva
A prisão de Bolsonaro não tem prazo determinado e foi solicitada pela Polícia Federal, que apontou violação da tornozeleira eletrônica — segundo o próprio ex-presidente, que admitiu ter usado um ferro de solda no equipamento “por curiosidade” — além de risco de fuga.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a medida. Em manifestação enviada ao STF, a PGR afirmou:
“Diante da urgência e gravidade dos novos fatos apresentados, a Procuradoria-Geral da República não se opõe à providência indicada pela Autoridade Policial.”
Bolsonaro deve passar por audiência de custódia neste domingo (23). Ele está na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde permanece em sala especial, conforme prevê a legislação.
Com Polêmica Paraíba






