De acordo com o boletim de ocorrência, os disparos aconteceram por volta das 22h. Isabel foi atingida na cabeça com tiros de um revólver calibre 38 e morreu ainda dentro do apartamento. A arma foi apreendida pela polícia junto com munições.
Silvio Souza era diretor-geral da empresa Aluvid Esquadrias de Alumínio e também era conhecido no meio artístico como cantor de brega romântico, utilizando o nome “Dom Silver”.
Histórico de conflitos e medida protetiva
Segundo relatos de familiares, o casal manteve um relacionamento por cerca de seis anos e tinha uma filha de 3 anos. Ainda conforme os parentes, os desentendimentos entre os dois eram frequentes.
Isabel possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro. No entanto, segundo as informações repassadas à polícia, ele continuava frequentando o apartamento onde ela morava.
No dia do crime, testemunhas relataram que houve uma discussão entre os dois. Após o desentendimento, Silvio deixou o condomínio e retornou em seguida. Momentos depois, já sozinho com a vítima no imóvel, cometeu o assassinato.
As primeiras pessoas a entrarem no apartamento após o crime foram a irmã de Isabel, a companheira dela e a filha do ex-casal.
Condomínio afirma não ter sido informado sobre restrições
Em nota, a administração do residencial Le Parc informou que não tinha conhecimento de qualquer medida judicial que restringisse o acesso do empresário ao local.
O condomínio destacou que o controle de entrada é feito mediante cadastro prévio e que não houve solicitação formal para bloqueio de acesso por parte da vítima, familiares ou autoridades.
Jovem cursava medicina e tinha futuro promissor
Isabel Cristina cursava medicina na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), onde estava no 4º período. A instituição lamentou profundamente a morte da estudante e condenou a violência de gênero.
Em nota, a universidade destacou que Isabel era uma jovem “talentosa, promissora e comprometida com o cuidado com o outro”, e reforçou a necessidade de enfrentamento ao machismo e à violência contra a mulher no país.
Colegas de curso também usaram as redes sociais para lamentar o crime e cobrar justiça.
A Polícia Militar informou que foi acionada para uma ocorrência relacionada à Lei Maria da Penha e, ao chegar ao local, constatou o feminicídio consumado seguido da morte do autor.
A Polícia Civil registrou o caso por meio da Força-Tarefa de Homicídios na Capital. Um inquérito foi instaurado e as investigações seguem em andamento.
Com Portal do Litoral






