Ao comentar as medidas anunciadas pelo governo norte-americano, Lula defendeu que o país não pode concordar com ações que prejudiquem os trabalhadores brasileiros ou desconsiderem os esforços realizados para promover o desenvolvimento econômico e social.
“Essa última imputação de taxa que eles colocaram para nós, nós não temos o direito de aceitar por dignidade e respeito ao que nós fazemos aqui para os trabalhadores brasileiros”, ressaltou o presidente.
O encontro teve como tema “Da soberania nacional ao protagonismo global” e reuniu representantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil para discutir estratégias voltadas ao crescimento do país e à construção de políticas sustentáveis para os próximos anos.
Durante o evento, o presidente reforçou a importância da defesa dos interesses nacionais nas relações comerciais internacionais e destacou a necessidade de preservar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, que podem impactar setores da economia brasileira com forte presença nas exportações.
Durante o discurso, Lula também criticou os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para justificar as novas tarifas, especialmente aqueles relacionados à preservação ambiental e à segurança econômica. O presidente questionou avaliações que, segundo ele, desconsideram os avanços alcançados pelo Brasil nos últimos anos.
Ao destacar ações implementadas pelo governo federal desde o início do atual mandato, em 2023, Lula afirmou que o país tem adotado medidas que contribuem para o desenvolvimento econômico e para a proteção ambiental, defendendo que esses resultados sejam reconhecidos pela comunidade internacional.
“Será que não se dão conta de que nós, nesses três anos e meio, diminuímos o desmatamento em todos os biomas brasileiros?”, questionou.
Lula também destacou ações adotadas pelo governo na área ambiental, citando a ampliação de áreas protegidas, a regularização de terras indígenas e o fortalecimento de políticas voltadas às populações tradicionais.
Segundo o presidente, a preservação ambiental deve estar associada ao desenvolvimento econômico e à redução das desigualdades sociais. Ele afirmou que o crescimento do país precisa gerar benefícios concretos para a população, especialmente para os grupos mais vulneráveis.
“A economia do Brasil está correta. O importante não é o quanto você vai crescer. O importante é se o que você crescer é distribuído”, disse.
Com Polêmica Paraíba
Foto: Reprodução/Partido dos Trabalhadores





