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Brasil e EUA marcam nova reunião antes de 15 de julho para negociar tarifas

 Discussões envolvem os temas investigados pelos EUA no âmbito da Seção 301, incluindo comércio digital, etanol e desmatamento ilegal.

O governo brasileiro informou nesta quinta-feira (2) que realizará uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos antes de 15 de julho, em uma tentativa de evitar a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Desde que os EUA anunciaram que podem aplicar a taxa sobre as importações brasileiras, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, teve quatro reuniões com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Segundo Rosa, o diálogo entre os dois países segue “construtivo”. “Ambos reconhecemos que o diálogo tem sido construtivo e que mais tempo será preciso para detalhar propostas e aproximar posições”, disse.

As conversas fazem parte do esforço determinado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro realizado em 7 de maio, quando os dois líderes concordaram em buscar uma solução negociada para as divergências comerciais entre os países.

Proposta tarifária

Em junho, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, na sigla em inglês) anunciou a intenção de propor uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil como forma de punição ao que classificou como práticas comerciais “desleais”.

Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estão supostas barreiras no comércio digital e falhas no combate ao desmatamento ilegal.

O USTR também argumentou que determinadas políticas e iniciativas adotadas pelo Brasil seriam “irracionais” e acabariam restringindo ou sobrecarregando o comércio dos Estados Unidos.

A investigação foi feita tendo como base a Seção 301 da lei de comércio dos Estados Unidos, um instrumento que permite ao governo americano adotar medidas de retaliação unilateral contra países considerados responsáveis por práticas comerciais consideradas injustas ou discriminatórias.




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