Logo no início, Lula apresentou a escolha que, segundo ele, se impõe às Nações Unidas. “Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?”, questionou o presidente em seu discurso.
O recado sobre autonomia veio em seguida, quando afirmou que o país “não cabe no quintal de ninguém”.
Democracia e ingerência externa
A poucos dias da eleição presidencial marcada para 4 de outubro, Lula voltou-se para o tema eleitoral e para o que classificou como ameaça externa à democracia. “Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais’, declarou.
O presidente reforçou o recado sobre a autonomia do país. “Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano”, disse na tribuna.
O pronunciamento acontece em meio ao atrito comercial com os Estados Unidos. O governo Trump impôs tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, medida contestada pelo governo Lula. Em maio, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), principal opositor de Lula nas eleições deste ano, viajou aos Estados Unidos e foi recebido por Trump na Casa Branca.
Após a fala de Lula, o presidente Donald Trump também discursou no debate geral.
Meio ambiente e energia
O presidente ainda abordou a pauta ambiental. Ao tratar de preservação, resumiu a posição do país com a frase ‘a floresta vale mais em pé’, num contexto que envolveu temas como a queda do desmatamento no Brasil e a transição energética.
Lula também tratou da exploração das riquezas naturais brasileiras, condicionando o acesso a contrapartidas para o país. “Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro, e é em benefício dele que serão exploradas. O acesso a nossos minerais terá como contrapartida obrigatória a geração de valor em nosso território, a transferência de tecnologia e o suprimento de setores estratégicos nacionais”, concluiu.
Com Polêmica Paraíba
Com Foto: Reprodução/Foto: TIMOTHY A. CLARY/AFP





