O ex-prefeito Marcos Martins esteve participando das
comemorações pelo aniversário de Luquinha, uma das cidadãs mais conhecidas e
queridas do município. O momento, que tinha como principal objetivo celebrar a
vida e reunir amigos, acabou ganhando também um significado especial pelo
encontro de lideranças que, em outros tempos, dificilmente seriam vistas
compartilhando o mesmo espaço em uma ocasião dessa natureza.
Ao lado de Marcos Martins estavam a vereadora Valeska
Magalhães, esposa do ex-vice-prefeito de Mari, José Jobson, o vereador Professor
Erivan, o ex-vereador Lói da Saúde, o radialista e sindicalista Assis Firmino e
Gilson da Banca.
Mais do que uma simples fotografia de um grupo reunido, a
cena revela uma mudança importante no ambiente político de Mari. Nos últimos
anos, o município vem experimentando um momento de maior harmonia entre
diferentes setores e grupos políticos, algo que merece ser observado com
atenção.
É importante deixar claro que confraternização não significa
necessariamente alinhamento político. Estar no mesmo ambiente, participar de
uma comemoração, conversar e dividir uma mesa não significa abrir mão de
convicções, posições ou projetos políticos. Ao contrário: a democracia se
fortalece justamente quando pessoas que pensam de maneira diferente conseguem
conviver com respeito.
E talvez esse seja um dos principais sinais do novo momento
vivido pela política de Mari.
Em outras épocas, encontros como o registrado nesta
segunda-feira poderiam parecer improváveis. As diferenças políticas eram,
muitas vezes, suficientes para afastar pessoas, impedir aproximações e
transformar até mesmo momentos sociais em extensões das disputas eleitorais.
Hoje, felizmente, parece haver uma compreensão diferente.
As lideranças políticas precisam saber separar o momento da
disputa eleitoral do momento da convivência. Campanha política tem seu tempo,
suas diferenças, seus debates e, naturalmente, seus embates. Mas a vida segue
para além das eleições.
Uma cidade é formada por pessoas que possuem diferentes
pensamentos, histórias e posições políticas. Por isso, é saudável que
adversários políticos possam, em determinados momentos, sentar-se à mesma mesa,
conversar, celebrar uma amizade ou simplesmente participar de uma comemoração.
O episódio envolvendo o aniversário de Luquinha pode
parecer, à primeira vista, apenas mais uma confraternização entre amigos e
conhecidos. Porém, para quem acompanha a política de Mari ao longo dos anos, a
imagem tem um significado maior.
Ela demonstra que é possível construir pontes onde antes
existiam muros.
Não se trata de antecipar alianças, especular acordos ou
enxergar uma articulação política onde existe apenas uma confraternização.
Seria precipitado transformar um momento de amizade em um fato político. O que
merece destaque é justamente a capacidade de reconhecer que as relações humanas
podem existir independentemente das disputas partidárias.
Mari ganha quando suas lideranças conseguem conviver de
forma respeitosa, mesmo diante das diferenças.
A política passa, as eleições passam, os grupos se
reorganizam, mas as relações humanas permanecem. E uma sociedade amadurece
quando compreende que divergência não precisa significar inimizade.
O encontro desta segunda-feira, portanto, deixa uma mensagem
importante: é possível discordar na política e continuar respeitando o ser
humano que está do outro lado.
Que esse espírito de convivência possa continuar fazendo
parte da vida pública de Mari. Porque, no fim das contas, mais importante do
que saber quem está de cada lado da disputa é compreender que todos fazem parte
da mesma cidade e que o respeito, o diálogo e a boa convivência devem estar
acima das diferenças políticas.
Da Redação
Por Carlos Alcides





