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Por Carlos Alcides Quando a política dá lugar à convivência: Mari vive um novo momento

 A política, muitas vezes marcada por divergências, disputas e posicionamentos distintos, também pode ser um espaço de convivência, respeito e diálogo. E foi justamente essa demonstração que chamou a atenção nesta segunda-feira, 7 de setembro, durante uma confraternização realizada no município de Mari.

O ex-prefeito Marcos Martins esteve participando das comemorações pelo aniversário de Luquinha, uma das cidadãs mais conhecidas e queridas do município. O momento, que tinha como principal objetivo celebrar a vida e reunir amigos, acabou ganhando também um significado especial pelo encontro de lideranças que, em outros tempos, dificilmente seriam vistas compartilhando o mesmo espaço em uma ocasião dessa natureza.

Ao lado de Marcos Martins estavam a vereadora Valeska Magalhães, esposa do ex-vice-prefeito de Mari, José Jobson, o vereador Professor Erivan, o ex-vereador Lói da Saúde, o radialista e sindicalista Assis Firmino e Gilson da Banca.

Mais do que uma simples fotografia de um grupo reunido, a cena revela uma mudança importante no ambiente político de Mari. Nos últimos anos, o município vem experimentando um momento de maior harmonia entre diferentes setores e grupos políticos, algo que merece ser observado com atenção.

É importante deixar claro que confraternização não significa necessariamente alinhamento político. Estar no mesmo ambiente, participar de uma comemoração, conversar e dividir uma mesa não significa abrir mão de convicções, posições ou projetos políticos. Ao contrário: a democracia se fortalece justamente quando pessoas que pensam de maneira diferente conseguem conviver com respeito.

E talvez esse seja um dos principais sinais do novo momento vivido pela política de Mari.

Em outras épocas, encontros como o registrado nesta segunda-feira poderiam parecer improváveis. As diferenças políticas eram, muitas vezes, suficientes para afastar pessoas, impedir aproximações e transformar até mesmo momentos sociais em extensões das disputas eleitorais.

Hoje, felizmente, parece haver uma compreensão diferente.

As lideranças políticas precisam saber separar o momento da disputa eleitoral do momento da convivência. Campanha política tem seu tempo, suas diferenças, seus debates e, naturalmente, seus embates. Mas a vida segue para além das eleições.

Uma cidade é formada por pessoas que possuem diferentes pensamentos, histórias e posições políticas. Por isso, é saudável que adversários políticos possam, em determinados momentos, sentar-se à mesma mesa, conversar, celebrar uma amizade ou simplesmente participar de uma comemoração.

O episódio envolvendo o aniversário de Luquinha pode parecer, à primeira vista, apenas mais uma confraternização entre amigos e conhecidos. Porém, para quem acompanha a política de Mari ao longo dos anos, a imagem tem um significado maior.

Ela demonstra que é possível construir pontes onde antes existiam muros.

Não se trata de antecipar alianças, especular acordos ou enxergar uma articulação política onde existe apenas uma confraternização. Seria precipitado transformar um momento de amizade em um fato político. O que merece destaque é justamente a capacidade de reconhecer que as relações humanas podem existir independentemente das disputas partidárias.

Mari ganha quando suas lideranças conseguem conviver de forma respeitosa, mesmo diante das diferenças.

A política passa, as eleições passam, os grupos se reorganizam, mas as relações humanas permanecem. E uma sociedade amadurece quando compreende que divergência não precisa significar inimizade.

O encontro desta segunda-feira, portanto, deixa uma mensagem importante: é possível discordar na política e continuar respeitando o ser humano que está do outro lado.

Que esse espírito de convivência possa continuar fazendo parte da vida pública de Mari. Porque, no fim das contas, mais importante do que saber quem está de cada lado da disputa é compreender que todos fazem parte da mesma cidade e que o respeito, o diálogo e a boa convivência devem estar acima das diferenças políticas.

Da Redação




Por Carlos Alcides

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